segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Bibelôs.

Transforma-se tudo em pó.
Aquilo que fica, é somente isso. Traços de objectos que por cá estiveram, que nem sei como.
Retirar um bibelô do móvel.
Com voracidade caminham as promessas e as partilhas do espaço que ocupam.
Vamos então enxaguar com destreza, a feliz e infeliz, realidade de vivermos apaixonados por objectos. Ou então, vamos organizá-los. A distinção é fria, a prateleira fica mais vazia com o passar dos anos, mas real. Não há cá idealismos absurdos que todos nos são indispensáveis. Para o lado de lá, fica quem já foi, no lado de cá, aqueles que precisamos e nos agradam.
Que quadro tão realista! É tão fácil limpar o pó.
Será que conseguimos aceitar, também friamente, que o lugar que ocupamos em algumas prateleiras, é o lado de lá?